COMUNICADO ADAV: Legalizar a eutanásia é um erro ainda evitável

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A ADAV-Aveiro, associação aconfessional e apartidária, congratula-se com as tomadas de posição públicas contra a legalização da eutanásia assumidas por vários Bastonários da Ordem dos Médicos, representantes religiosos, associações de juristas, movimentos da sociedade civil, por líderes e forças partidárias, entre os quais o CDS e, mais recentemente, o Partido Comunista Português.

Sendo uma associação que se une em torno do valor da vida e da dignidade humanas, quaisquer que sejam as motivações pessoais ou coletivas que justifiquem a sua defesa, a ADAV-Aveiro não pode deixar de sublinhar o apreço por estas tomadas de posição enquanto defensoras de uma sociedade mais humanizada em que todos, quaisquer que sejam a sua idade, condição, estado de saúde ou outro, têm lugar e merecem todo o cuidado.

A ADAV-Aveiro espera que o Parlamento, que se pronunciará sobre esta matéria, no dia 29 de maio, analise o impacto negativo de uma legalização que, não estando legitimada por programas eleitorais sufragados, será mais um contributo negativo para o afastamento entre os cidadãos e a política.

A ADAV-Aveiro sustenta que «a eutanásia é uma morte indigna porque atenta contra a inviolabilidade da vida humana.» (comunicado de fevereiro de 2016) e que «legalizar a eutanásia desvirtua o princípio da proteção da vida frágil e viola a confiança que todos temos no sistema de saúde.» (comunicado de março de 2017). Face ao avolumar das vozes que se opõem à legalização desta prática, espera-se do Parlamento a sabedoria para ler os sinais que a sociedade lhe está a transmitir, na convicção de que não se trata de matéria de uma moral particular, mas de um assunto que deriva da afirmação constitucional de que «a vida humana é inviolável» (artigo 24o da CRP).

Aveiro, 24 de maio de 2018