EUTANÁSIA

“Porque querem aprovar uma lei em que me vão fazer sentir mal por não querer apressar a minha morte? Sou contra a legalização da eutanásia porque não quero, nem quero que outros tenham vergonha de querer continuar a viver.”

Miguel, 80 anos, reformado acamado

 

“Como poderei concordar com um procedimento legal que permite terminar vidas porque alguém ou o próprio as considera descartáveis? A dignidade humana não pode ser definida por condicionalismos humanos; parecerá subjectiva, quando não o é.”

Ana, 40 anos, mãe de jovem com trissomia 21

 

“Estudei para proteger e prolongar a vida. Fiz juramento nesse sentido. Porque me hão de agora dizer que a partir de certa data é lícito eu ajudar a matar alguém, só porque essa pessoa o decidiu? A minha carreira profissional não pode depender de eu anuir a actos que vão contra a minha consciência.”

Isabel, 30 anos, médica

“Quando eu era pequeno, ensinaram-me a cuidar dos outros tal como desejo para mim mesmo. Serei agora obrigado a anuir que profissionais de saúde provoquem a morte a quem diz a querer apressar, e isto porque a maioria dos políticos no meu país decidiram que matar nesta circunstância deixou de ser crime? Como é possível homens como eu terem poder para tal decretar e fazer executar?”

Paulo, 50 anos, funcionário público