Movimentos contra a eutanásia esperam chumbo do diploma antes de chegar a Belém

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Campanhas contra a morte medicamente assistida reagem às declarações do Presidente da República sobre diplomas que vão ser debatidos já este mês no Parlamento.

Os movimentos contra a legalização da eutanásia acreditam que os documentos não vão ter de passar pelo crivo do Presidente da República.

Em entrevista à Renascença e ao jornal “Público”, Marcelo Rebelo de Sousa revelou que se a legalização da morte assistida for aprovada pelos deputados, tomará uma decisão política e não pessoal.

Na reação a esta entrevista, o movimento “Toda a Vida Tem Dignidade” diz acreditar que o documento não vai chegar a Belém.

“Antes de mais, espero que o Parlamento logo no dia 29 chumbe este diploma”, diz José Seabra Duque, coordenador deste movimento. “Caso os senhores deputados o aprovem em votação final”, contrapõe, “espero que o Presidente da República o envie para o Tribunal Constitucional e que o TC declare a inconstitucionalidade. Espero que nem seja necessário o veto político”.

Do lado do movimento “Stop Eutanásia”, Sofia Guedes diz confiar no bom senso dos decisores políticos e acrescenta que, mesmo que o documento chegue à presidência, acredita que Marcelo o rejeite.

“Uma lei como esta é claramente contra a Constituição e o senhor Presidente, melhor do que nós todos, sabe isso. Confiamos plenamente naquilo que ele vai decidir.”

O debate no Parlamento sobre a morte medicamente assistida vai acontecer no dia 29 de maio, como agendado na passada quarta-feira em conferência de líderes. Nesse dia serão discutidos os projetos do PAN, do BE, do PS e do PEV.

rr.sapo.pt